vai não vai

tem gente que não percebe que a maior parte da bosta (ou da nuvem) em que está metida é causada por ela mesma.

quero dizer que aquela frase eternamente clichê do pequeno príncipe de “tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas” faz mais sentido do que parece. eu acho a frase meio pesada quando se trata do micro, como se você não pudesse desapaixonar e querer terminar e partir pra outra, mas acho que faz sentido no macro. você é responsável por onde está e pelo que causa na pessoa que está ao seu lado. se você de repente se pega oscilando entre “estamos tentando ter um filho” e “acho que quero me separar”, a culpa é sua da sua vida parecer um pouco mais fora de controle do que a do amiguinho do lado.

desejar e tentar manter um certo equilíbrio dentro da relação, para que esse equilíbrio seja projetado nas outras áreas da sua vida, não é besteira. equilíbrio não é inércia e requer, sim, bastante cuidado. se as coisas não estão bem no relacionamento, o ideal é tentar resolver de forma madura, e não achar que relacionamentos têm vida própria e vão continuar (ou acabar) mesmo que você se esforce. um assunto que tem feito muita diferença nos casais à minha volta (e da nossa geração toda, né?) é: ter ou não ter filhos.

hoje em dia, acho muito mais saudável quem conversa sobre o assunto abertamente (e cedo, às vezes no começo do relacionamento) do que quem deixa para tratar isso num domingo qualquer (ou na primeira crise, pior momento ever). filho não conserta casamento, não é um passo natural para as relações, mas merece atenção. exatamente para não tomar mais espaço do que precisa (ou não) na sua relação. e o jeito que você vai lidar com esse assunto diz muito mais sobre a saúde do seu relacionamento do que você imagina. se a conversa sobre ter filhos sair do controle… pode significar tormenta à vista.

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a grama do vizinho

fazia tempo que não via razão pra voltar a escrever aqui, mas hoje me deu vontade, então lá vai:

fiquei sabendo que uma conhecida minha (e do meu grupo de amigos), que namorava, teve um caso de três meses com o namorado de outra menina, que também frequenta o nosso grupo.

na hora fiquei um pouco chocada, mas agora tô um pouco indignada. não quero julgar ninguém e cada um sabe o que faz da vida, mas quem está num relacionamento duradouro e verdadeiro sabe que é TÃO difícil chegar lá (e se manter lá, e driblar as crises e repensar a coisa toda), que me irrita um pouco o ser que ainda não entendeu que a vida NÃO É PUTARIA.

é óbvio que tem épocas que você quer mais é chutar o pau da barraca, mas a gente já passou da fase de ser inconsequente. ou seja, se sua vida tá estranha, você não consegue construir uma relação duradoura, não consegue passar pro “próximo passo”, amiga, deixa eu te avisar: talvez a culpa seja sua…

é que, se você tem namorado, ou já teve, ou já amou, sabe que relação é construção. e ter casos de meses com outras pessoas (comprometidas ou não) certamente não ajuda essa construção. se esse outro cara também namora, aí é que cê tá fadada à merda.

ninguém consegue ser alegre o tempo inteiro (wander wildner que o diga) então melhor do que sair cobiçando a grama alheia (e achar que ela está sempre mais verde, porque, no fundo, não está) é pensar na sua vida, refazer seus planos e tentar seguir o seu caminho, sem interferir no dos outros.

primeiro por causa daquele ditado bobo (but oh so true) de “não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você” e segundo porque essa energia desperdiçada e espalhada pelo mundo ainda vai te fazer falta, principalmente quando você encontrar teu foco de verdade. melhor do que espalhar desenfreadamente tua angústia pelo mundo é encontrar um jeito, sozinha, de aplacá-la. vai por mim.

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fantasmas

olha só. tinha um rascunho aqui com esse título. de muito tempo atrás. não lembro qual era o assunto, então vai esse mesmo. todo mundo tem fantasma, por mais que não queira admitir. nem precisa ser forte o suficiente pra você pensar “por esse eu largava tudo pra morar numa kitchinete no centro, de amor”. e normalmente são grandes paixões de fases adolescentes (perceba que essas fases podem acontecer em qualquer época das nossas vidas).

a verdade é que toda vez que um fantasma cruza o seu caminho, algo acontece. você reluta, finge que não tá sentindo nada, que aquilo é super normal até que, de mansinho, ele chega: “e se?”.

e é nessa hora que você mede quanto o fantasma te afeta e quanto você evoluiu do momento “paixonite crônica”. gente, “e se?” vale para absolutamente tudo nessa vida. se a gente for tomar nossas decisões pensando no que poderia ter acontecido, danou-se. também não vale achar que aquele sentimento avassalador, desmedido e romântico (portanto, quase ficcional) tem alguma chance de ser verdade. não tem. fantasma é fantasma exatamente por isso.

mas, como fantasma é fantasma por fazer o coração acelerar, você sabe que está no caminho para a reabilitação completa quando encontrar um fantasma tem a reação oposta. de achar bom o seu novo estado, sem aquela DOR de amor, sem perder o controle, sem querer largar a vida.

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tudo novo de novo

gosto quando as pessoas lembram desse blog. hoje foi uma amiga querida, que eu vejo menos do que eu gostaria. a verdade é que precisava de um empurrãozinho pra escrever esse post.

a vida muda muito, em muito pouco tempo. eu, dona de verdades absolutas, sempre acreditei naquela frase da carrie (a de sex in the city) que toda relação, quando termina, merece metade dela de luto. assim ó: durou um ano? pode sofrer seis meses.

a verdade é que a vida cisma em me provar que não há regras para quase nada, muito menos pro amor. continuo não acreditando em traição e muito menos em desrespeito, mas passo a acreditar que uma pessoa pode, sim, se apaixonar por outra enquanto namora sem que isso seja uma sacanagem.

até porque quanto mais o tempo passa, mais fortes ficam as nossas relações. então não existe mais terminar porque se teve uma briga qualquer. ou algo muito grave aconteceu, ou outra pessoa entrou no meio.

perceba que outra pessoa entrar no meio significa várias coisas… entre elas, que a relação que foi “invadida” já estava semi quebrada ou que uma das pessoas precisava dessa “desculpa” pra desistir de vez. enfim, fato é que, se você prezar pelo respeito com ambas as partes, tá tudo certo. dor de cotovelo passa. desrespeito não.

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a volta

estou começando a achar que o mais complicado de namorar é terminar. o fim é inevitável, todos sabemos (mesmo os que fingem que ainda acreditam em amor eterno e os que estão perdidamente apaixonados, em início de relação). já disse por aqui que eu acho que todo mundo deveria dar um fim de namoro compatível ao que foi vivido a dois.

ou seja, se o cara foi muito especial pra você, trate-o com carinho, atenda os telefonemas de madrugada, converse exaustivamente sobre porque terminou.

agora, se o namoro já estava desgastado mesmo, o melhor é não conversar. nem vale a pena tirar a limpo coisas que obviamente já não fazem mais sentido nem pra um, nem pra outro. depois, se ainda sobrar alguma mágoa, vale sentar e discutir. mas enquanto os ânimos estão exaltados… melhor esperar passar. porque passa. pra todo mundo.

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perdão

perdoar é, sem dúvida, uma virtude. quando se mistura amigos e amores, então, é em dobro. partindo do princípio que as pessoas com as quais nos damos (pelo menos eu) são minimamente legais, esse é o tipo de coisa que se evita a todo custo mas que, infelizmente, acontece de vez em quando.

eu tenho fama de ser turrona, dura e um pouco presa às minhas próprias leis. mas essa foi uma lição que eu aprendi na marra: uma das minhas MELHORES amigas acabou se envolvendo com um cara com quem eu estava tendo um caso há seis meses e por quem eu estava bem a fim (ou pelo menos, na época, achava que estava).

nessas horas, difíceis, é preciso ponderar e esquecer o ego (tipo bem fácil) e analisar com calma o fato. até porque a importância que essa pessoa dará para esse fato é proporcional à importância que ela dá à sua amizade. complicou? assim ó: se a pessoa se importa MUITO com você e mesmo assim se envolveu com o outro, é porque ela acha que o cara é o homem da vida dela. se a pessoa cagou pra você, ela vai ficar, usar e nem nunca mais vai pensar no dito cujo.

no meu caso, minha amiga estava completamente apaixonada pela pessoa (está até hoje, graças) e eles deram super certo. e isso é MELHOR do que se o casal der errado. juro. porque depois de um tempo, a raiva passa, e você fica feliz pela amiga. e pelo casal que se formou e tá feliz. até porque, se cada panela tem sua tampa, não era a tampa da sua amiga que ia te fazer feliz, né?

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é preciso força 2

fim de ano, viagem em casal, mar de rosas, sim? não. se a vida fosse assim tão fácil, né? a gente passa o ano querendo juntar as melhores coisas da vida num lugar só, todomundojuntoagora, e quando acontece, é uma bosta. não, querida leitora, não foi só no seu fim de ano que mesmo a praia mais ensolarada fechou o tempo.

quanto mais o tempo passa, mais fica claro pra mim que estar a dois tem que ser uma escolha. e faz parte dessa escolha querer estar sozinho – ou acompanhado das “suas” pessoas – uma parte do tempo também.

para isso, é preciso escolher (ai que palavra difícil) e seguir firme na escolha. não dá pra ficar com o seu respectivo imaginando que a farra da turma foi melhor. nem ficar bêbado com a turma imaginando como seria gostoso estar na cama de pernas pro ar (no pun intended).

a ordem então é aproveitar cada momento como se ele fosse o último (eu sei, tô saudosa, me deixa).

 

ah! e feliz ano novo!! que este ano nos traga mais luz e menos dúvida. ou mais dúvida e muito mais amor com elas!

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